‘O Rio não é uma cidade em que a gente vive, mas sobrevive’, diz humorista que perdeu o filho em acidente com bike elétrica

‘O Rio não é uma cidade em que a gente vive, mas sobrevive’, diz humorista que perdeu o filho em acidente com bike elétrica

Vinicius Antunes no enterro do filho, Francisco
Rafael Nascimento/g1 Rio
Em meio à dor pela perda do filho, o humorista Vinicius Antunes, pai do menino Francisco Farias Antunes, de 9 anos, que morreu ao lado da mãe em um acidente com bicicleta elétrica no Rio de Janeiro fez um apelo por mais responsabilidade e melhorias estruturais na cidade.
“Espero que as pessoas vejam isso e punam, se tiver que punir alguém. Mas o certo é que ele não vai voltar”. Espero mais estrutura no Rio de Janeiro, porque o Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive”, disse no enterro do filho.
Ele criticou a falta de condições adequadas para a população e destacou o sentimento constante de insegurança:
“O Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive. Todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais.” Ao final, reforçou a necessidade urgente de mudanças, cobrando mais segurança tanto no trânsito quanto na segurança pública. “Tudo isso é muito importante”, concluiu.
Os corpos de Franciso e da mãe, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, foram sepultados nesta quarta-feira (1º) no Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária da cidade.
Familiares e amigos se reuniram desde as 9h para se despedir das vítimas. Os caixões foram levados para capelas contíguas.
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Reportagem em atualização

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