Oriente Médio: grupos rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo

Oriente Médio: grupos rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo

Aliados do Irã anunciam bloqueio à Arábia Saudita
Uma nova frente foi aberta na guerra de quase cinco meses no Oriente Médio. Rebeldes do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram nesta segunda-feira (20) que vão fechar uma das principais rotas marítimas do mundo. O alvo do bloqueio são os navios carregados de petróleo da Arábia Saudita, o maior produtor da região. Essa ameaça e os últimos ataques entre Estados Unidos e Irã fizeram o preço do barril chegar ao valor mais alto em um mês.
O Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã, é onde passavam 20% do petróleo do mundo antes da guerra começar. Do outro lado da Arábia Saudita, entre o Iêmen e o Djibouti, é o Estreito de Bab-el-Mandeb – que separa a Ásia e a África, e liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico. Por lá, passam cerca de 9% do petróleo do mundo. Se este estreito é fechado para navegação, os navios que vêm do Golfo Pérsico têm que contornar todo o continente africano. Esse desvio acrescenta 10 a 15 dias à viagem e aumenta o preço do frete.
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O Estreito de Bab-el-Mandeb separa a Ásia e a África, e liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico
Jornal Nacional/ Reprodução
Nesta segunda-feira (20), o grupo de rebeldes houthis, do Iêmen – apoiado pelo Irã – anunciou um bloqueio aos navios sauditas no Estreito de Bab-el-Mandeb. O que fez com que o preço do petróleo tipo Brent se aproximasse dos US$ 90 o barril. O resultado nas bombas de gasolina americanas foi imediato. O preço médio nacional do galão da gasolina voltou a atingir US$ 4 – isso não acontecia desde a metade de junho. Os preços tinham caído nas últimas semanas, mas subiram de novo por causa da trocas de ataques entre americanos e iranianos no Estreito de Ormuz. Em 2026, o valor do petróleo já subiu cerca de 45%.
Se o Estreito de Bab-el-Mandeb é fechado para navegação, os navios que vêm do Golfo Pérsico têm que contornar todo o continente africano
Jornal Nacional/ Reprodução
E não há sinais de que a guerra vá parar de se intensificar. No céu da Jordânia, durante o fim de semana, alguns mísseis foram interceptados. Mas logo depois, uma grande explosão em uma base aérea da Jordânia, onde três militares americanos morreram. O Comando Central americano identificou dois militares mortos no ataque: o primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, e a soldada Isabella Gonzales, de 19 anos. Um terceiro corpo ainda não foi identificado.
Bombardeios iranianos também atingiram o Bahrein e o Kuwait, aliados dos Estados Unidos. E Donald Trump prometeu ataques em resposta às mortes dos americanos. Foram 17 desde o início da guerra.
“Nos sentimos muito mal, mas vocês sabem que aquelas pessoas extraordinárias, aqueles grandes patriotas, estavam lá lutando para impedir que o Irã tivesse uma arma nuclear”, diz Donald Trump.
No domingo (19), o secretário de Estado disse que continua aberto para negociações. Mas, segundo ele, os iranianos estão divididos:
“Eles continuam enviando sinais de que querem conversar, e negociar. Mas o comportamento deles consiste em lançar mísseis e drones contra navios”.
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