Retirada de água das represas da Grande SP bate recorde em 2025

Retirada de água das represas da Grande SP bate recorde em 2025

Tarifa da Sabesp terá aumento de 6,11% em 2026
Em 2025, a Sabesp captou, em média, 71 mil litros de água por segundo das represas que abastecem a região metropolitana de São Paulo. Isso é um recorde histórico da companhia e cerca de 10% acima da média do que foi captado ao longo deste século. O valor ainda é 3% maior do captado em 2024 e quase 8% maior do que em 2023. 
A alta do consumo e chuvas abaixo da média ajudaram a fazer com que as represas da Grande São Paulo fechassem o ano com 26,2% de sua capacidade, o pior índice desde a crise hídrica de 2014 e 2015. 
A captação de água das represas obedece a órgãos reguladores estadual e federal, mas depende também da demanda da população por água. É notável, por exemplo, que em dias mais quentes, a alta do consumo de água por parte da população exige maior retirada dos mananciais. 
O dia com maior captação de água foi em 23 de agosto, durante uma onda de tempo seco e calor fora de época. Foram 76 mil litros de água captados a cada segundo. Durante 252 dias de 2025, a captação ficou acima dos 70 mil litros por segundo. Para se ter uma ideia, durante 8 anos, entre 2015 e 2022, em nenhum dia, a captação chegou à marca dos 70 mil litros. Em 2024, a marca foi alcançada apenas 95 vezes e em 2023, foram 20 vezes.
A captação ficou acima desse índice até o final de agosto, quando se intensificaram as medidas de restrição da pressão nas tubulações que distribuem água pela grande São Paulo. A manobra tem como objetivo diminuir os inúmeros vazamentos da rede, principalmente durante a madrugada. Mas tem como efeito colateral a falta de água crônica principalmente em bairros mais altos e em imóveis sem caixa d’água.
Na série histórica, o segundo ano com maior captação de água das represas foi 2013, com média de 70 mil litros de água por segundo. O ano é justamente o que antecedeu a maior crise hídrica que assolou o estado entre 2014 e 2015. Em 2015, no ápice da crise e das medidas de economia de água, a média de captação foi de 52 mil litros por segundo. 
Além da alta do consumo, o nível das represas também é impactado pelas chuvas abaixo da média. Em todo 2025, apenas em fevereiro, a chegada de água nas represas, pelas chuvas e rios, esteve na média. Nos outros 11 meses, a recarga esteve de 31% a 56% abaixo da média histórica. 
Entre as medidas que poderiam amenizar a situação está o avanço de obras de combate a perdas de água nos vazamentos da rede de distribuição. Mas dados da própria Sabesp indicam que a companhia descumpriu suas metas de redução de perdas nos anos de 2023 e 2024.
Aumento da tarifa
Sabesp
Divulgação/Sabesp
A chegada do ano novo em São Paulo é acompanhada nesta quinta-feira (1°) pelo reajuste nas contas de água da Sabesp no estado.
A tarifa básica de água sofre um reajuste de 6,11% a partir deste 1° dia do ano de 2026. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é a empresa responsável por fornecer água potável, coletar e tratar esgoto.

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