Ataque de drone atinge base militar do Reino Unido no Chipre

O que se espera para o futuro do Irã?
Ataque de drone atinge base militar do Reino Unido em Chipre, na noite deste domingo (02). A autoria do ataque ainda é desconhecida.
O Chipre confirmou que o ataque ocorreu na base aérea britânica de Akrotiri, que causou “danos limitados”. Ninguém ficou ferido.
Um alerta de segurança emitido pela administração das bases britânicas aos moradores das proximidades de Akrotiri recomendava que permanecessem em suas casas até novo aviso, “devido a um possível impacto de drone”.
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Um porta-voz do governo do Chipre afirmou que “informações recebidas por diversos canais indicam que se tratava de um drone não tripulado, que causou danos limitados”.
O Reino Unido mantém a soberania sobre o território de duas bases na ilha do Mediterrâneo Oriental, que é membro da União Europeia. A Força Aérea Real (RAF) Akrotiri cobre uma península extensa na ponta sul de Chipre. O último ataque direto ocorreu por militantes líbios em meados da década de 1980.
Uso dos EUA de bases britânicas do Reino Unido
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou neste domingo (1º) que aceitou que os Estados Unidos utilizem bases do Reino Unido para lançar ataques “defensivos” destinados a destruir mísseis iranianos e lançadores de mísseis.
O líder trabalhista afirmou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que seu país não participará de ataques ofensivos.
“O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região”, indicou o primeiro-ministro.
Starmer acrescentou que a decisão de o Reino Unido não participar dos ataques contra o Irã foi deliberada, já que seu país acredita que “a melhor maneira de avançar para a região e para o mundo é uma solução negociada”.
Em uma declaração conjunta anterior feita neste domingo, Alemanha, França e Reino Unido declararam estar dispostos a adotar medidas defensivas contra o Irã para defender seus interesses e os de seus aliados no Golfo.
Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer
Reuters
Liderança do Irã quer retomar negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à revista “The Atlantic” neste domingo (1º) que a nova liderança iraniana quer retomar as negociações e que ele concordou em dialogar.
“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, disse Trump.
Apesar disso, o republicano não quis detalhar quando deve ocorrer a conversa com representantes iranianos. Ao ser questionado se o contato aconteceria hoje ou amanhã, respondeu: “Não posso dizer isso”.
O presidente americano ainda disse acreditar na possibilidade de uma mudança interna no Irã.
Apesar disso, Trump ressaltou que a situação continua delicada.
“Sabendo que é muito perigoso, sabendo que eu disse a todos para permanecerem onde estão — acho que é um lugar muito perigoso agora”, disse. “As pessoas lá estão gritando nas ruas de felicidade, mas, ao mesmo tempo, há muitas bombas caindo.”

