Delegados e carcereiro de cadeia onde Milton Leite está preso são ouvidos pela Corregedoria; defesa nega regalias na cadeia

Exclusivo: Promotores e policiais apuram regalias em cadeia onde está Milton Leite
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo começou a ouvir neste sábado (17), na capital paulista, a delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margareth Barreto, o delegado titular do 1º Distrito Policial da cidade e um dos carcereiros da cadeia pública onde está preso o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite.
Os três foram intimados a prestar esclarecimentos em um desdobramento da operação do Ministério Público (MP) realizada na quinta-feira (16), que apura suspeitas de irregularidades e favorecimentos dentro da unidade prisional. A defesa de Milton negou que seu cliente tenha recebido quaisquer regalias (leia nota abaixo).
Milton Leite está preso preventivamente por decisão da Justiça sob suspeita de integrar uma organização criminosa e de manter relações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigação do MP. O ex-presidente da Câmara também nega essas acusações.
O objetivo da Corregedoria é entender em detalhes o funcionamento da cadeia e verificar a regularidade da atuação dos agentes responsáveis pela custódia dos presos. A correição extraordinária foi instaurada por determinação do corregedor João Beolchi e já identificou falhas preliminares em procedimentos internos.
A análise completa dependerá dos documentos apreendidos pela Promotoria durante a operação, que devem ser compartilhados com a Corregedoria nos próximos dias. As oitivas deste sábado têm previsão de durar entre três e quatro horas.
Na quinta-feira, promotores e policiais cumpriram mandados de busca na cadeia pública de Mogi das Cruzes para apurar denúncias de que presos recebiam benefícios irregulares. Um carcereiro passou a ser investigado por suspeita de facilitar essas vantagens. Durante a operação, investigadores apreenderam R$ 155 mil e US$ 10 mil com o servidor.
Procurada neste sábado, a reportagem não conseguiu localizar Margareth Barreto para comentar as oitivas e a investigação conduzida pela Corregedoria.
Em nota, a defesa de Milton Leite negou qualquer irregularidade. Segundo os advogados, o ex-presidente da Câmara “não recebe e nunca recebeu qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado na unidade em que está custodiado”.
A defesa também afirmou que não teve acesso à investigação conduzida pelo Ministério Público e declarou que o político e seus representantes estão à disposição para colaborar com as apurações.

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