Médica e enfermeiras são indiciadas por homicídio culposo em caso de bebê dado como morto na maternidade

Polícia Civil apresentou resultados da perícia e investigações sobre o caso do bebê
Jhenyfer da Silva/g1
Uma enfermeira e médica foram indiciadas por homicídio culposo no caso do recém-nascido de 5 meses de gestão declarado morto na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, em outubro do ano passado. A informação foi repassada pela Polícia Civil nesta terça-feira (27) durante coletiva.
O g1 entrou em contato com a Sesacre e aguarda retorno
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Os nomes das suspeitas não foram divulgadas. O caso chocou a população acreana e fez com que o governador Gladson Camelí determinasse o afastamento da equipe que atendeu o caso à Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre).
A criança não resistiu e morreu por volta das 23h do dia 26 de outubro na Maternidade Bárbara Heliodora, onde estava internado.
A polícia explicou que ouviu dez servidores durante as investigações, dentre eles a equipe que atendeu a mãe e a criança. O delegado Alcino Souza destacou que houve negligência no atendimento da mãe na unidade de saúde.
“Ouvimos pessoas que tiveram contato com essa criança, com a paturiente antes da expulsão do feto, ainda no leito da enfermeira, bem como a enfermeira que teve o primeiro contato e a médica neonatologista e demais servidores. A investigação conclui que houve negligência logo após o parto. Essa contribuição da negligência foi importante para o óbito final”, explicou o delegado.
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O bebê de cinco meses de gestação já estava sendo velado quando familiares constataram que ele estava vivo e chorando dentro do caixão após ficar cerca de 12 horas dentro de um saco. (Veja o vídeo acima).
Segundo os documentos que o g1 teve acesso, o bebê nasceu no último dia 24 e a causa da morte atestada no laudo médico foi hipóxia intrauterina, que é uma condição em que o feto não recebe oxigênio suficiente durante a gestação.
No dia 25, quando o caso veio à tona, a situação do bebê já era crítica, uma vez que o quadro médico era de prematuridade extrema, segundo a médica pediatra neonatologista de plantão, Mariana Collodetti.
Recém-nascido morreu após depois de ser retirado vivo do próprio velório
Após ser retirado chorando do caixão, o bebê voltou para a Maternidade Bárbara Heliodora e respirava com ajuda de aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da maternidade.
A família é de Pauini, no interior do Amazonas, e chegou ao Acre no dia 23 para dar à luz, já que a mãe estava com quadro de sangramento e precisou ser induzida ao parto.
Por meio de nota pública, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) disse que os protocolos de reanimação foram seguidos pela equipe multiprofissional e que instaurou uma apuração interna para esclarecer os fatos. O caso também será investigado pelo Ministério Público (MP-AC) e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-AC).
Por conta da gravidade do caso, o delegado Alcino Sousa instaurou um inquérito para apurar se houve falha médica no atendimento, com a hipótese de homicídio culposo.
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