Navio histórico que afundou no Porto de Santos passará por reflutuação de R$ 8,6 milhões

Navio Professor W. Besnard será retirado do cais do Valongo pela APS
Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal
A retirada e reflutuação do navio Prof. W. Besnard, que afundou no cais do Valongo no início do mês, devem custar mais de R$ 8,6 milhões. O serviço será executado por uma empresa contratada em caráter emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS). Segundo o órgão, a operação deve começar ainda nesta semana e tem previsão de durar até cinco dias.
A APS informou que o contrato foi firmado com a Marfort Serviços Marítimos e inclui plano de mergulho, segurança operacional, içamento, metodologia de reflutuação, contenção de poluição e docagem da embarcação em estaleiro. A vigência do acordo é de seis meses.
A embarcação afundou em 13 de março, mas parte da estrutura permanece fora da água por ter encostado no fundo do estuário. Fora de operação desde 2008, o navio passava por reformas após ser doado à ONG Instituto do Mar (Imar), que planeja transformá‑lo em um museu flutuante.
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Segundo o presidente Imar, Fernando Liberalli, o acidente ocorreu após o navio encher de água. Ele explicou que, no início do mês, foram registradas fortes chuvas e as bombas de sucção estavam fora de operação devido ao furto da fiação.
Navio inclina e fica apoiado no fundo do estuário no Porto de Santos
A APS assumiu a retirada do navio por conta da situação emergencial declarada pela Capitania dos Portos. O navio, de propriedade privada, deve ser levado pela APS até um estaleiro para avaliação. Já a reforma deve ser realizada pelo Imar, que busca parceiros.
Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a expectativa é que a reflutuação ocorra em até quatro ou cinco dias, permitindo a estabilização da embarcação e reduzindo riscos operacionais na área.
O que já foi feito?
Navio Professor W. Besnard inclina e fica apoiado no fundo do estuário no Porto de Santos
Silvio Luiz/A Tribuna Jornal
A Marinha do Brasil disse que a embarcação não oferecia risco iminente à navegação, pois estava assentada ao leito e permaneceu amarrada ao cais. Apesar disso, a APS implementou medidas para garantir a segurança.
A APS informou que isolou a área em terra e instalou barreiras de contenção no mar para evitar acidentes ambientais por vazamento de óleo para o estuário.
Navio Professor W. Besnard inclina e fica apoiado no fundo do estuário no Porto de Santos
Silvio Luiz/A Tribuna Jornal
Conheça a embarcação histórica
Com 49,3 metros de comprimento, o Besnard foi construído por encomenda do governo paulista e foi lançado ao mar em 1966.
Conforme noticiado pelo g1, a embarcação passou pela costa brasileira, fez expedições no arquipélago de Cabo Verde e realizou mais de 260 viagens para a formação de pesquisadores, passando por mais de 10 mil pontos de coleta para estudos científicos.
O navio levou as primeiras equipes de pesquisa brasileiras à Antártica. Depois disso, passou por duas reformas na década de 90 e um grande incêndio em 2008, que o deixou inoperante.
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