Polícia prende traficantes investigados por ligação com bomba que feriu alunos em Belford Roxo

Polícia Civil prende traficantes investigados por ligação com bomba que feriu alunos em Belford Roxo
A Polícia Civil prendeu três suspeitos apontados como integrantes do Comando Vermelho e investigados por possível ligação com a bomba caseira que explodiu dentro de uma escola pública em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, deixando 10 estudantes feridos.
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Segundo a investigação, os presos podem ter relação com o artefato encontrado no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall, no bairro Areia Branca.
Os presos foram identificados como Cleyton de Oliveira Vieira, conhecido como “Coroa”, Pedro Pimentel de Melo, o “Pedrin”, e Gabriel de Souza Silva, o “Biel”.
Polícia Civil prende traficantes investigados por ligação com bomba que feriu alunos em Belford Roxo
Reprodução TV Globo
De acordo com a Polícia Civil, Cleyton é apontado como homem de confiança de José Severino da Silva Junior, o “Soró”, identificado pela corporação como chefe do tráfico na região.
As prisões aconteceram durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) realizada como parte da Operação Contenção, que tem como objetivo frear o avanço do Comando Vermelho na Baixada Fluminense.
A polícia ainda investiga qual teria sido a participação dos suspeitos no caso da bomba.
Explosão deixou 10 estudantes feridos
A explosão aconteceu no último dia 8, dentro do Ciep Lasar Segall, em Belford Roxo. Dez adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, ficaram feridos.
As vítimas tiveram ferimentos nos pés, pernas, abdômen e rosto. Alguns estudantes também relataram perda momentânea de audição e incômodo nos ouvidos.
Feridos na explosão em escola de Belford Roxo
Reprodução
Segundo relatos ouvidos pela TV Globo, o artefato seria um tubo de PVC com areia, pregos, porcas e parafusos em seu interior.
“As informações que a gente tem é que uma criança encontrou a bomba caseira e jogou pro alto”, afirmou a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta.
Após a explosão, equipes do Esquadrão Antibomba da Core fizeram uma varredura no colégio e descartaram a existência de outros explosivos.
“Fizemos um rastreamento com cães, esquadrinhamos cada centímetro, e não tem nenhum outro artefato no local”, declarou o subsecretário de Polícia Civil, Carlos Oliveira.
Polícia descartou participação de alunos
Durante as investigações, a Polícia Civil descartou a participação de estudantes na entrada do artefato na escola.
Bomba caseira explode em escola de Belford Roxo e fere 10 alunos
Segundo a corporação, todos os adolescentes foram ouvidos por equipes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), e as diligências concluíram que nenhum aluno levou a bomba para o colégio.
O material recolhido pelo Esquadrão Antibomba segue sendo analisado em perícia, enquanto agentes continuam investigando a origem do explosivo e a participação dos suspeitos presos no caso.

